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Conheça a História do Clube Mauá de São Gonçalo

Aqui está um resumo da história do Clube Esportivo Mauá, localizado no centro da cidade de São Gonçalo, estado do Rio de Janeiro.


No dia 8 de agosto de 1937 um grupo de rapazes foi até o Sindicato da Indústria de Cimento, Cal e Gesso (ficava na Rua Doutor Nilo Peçanha 513) para fundar o Incor Esporte Clube. Incor era o cimento especial que ele fabricava o nome Mauá foot Ball Club já havia sido dado a outra entidade pelos trabalhadores da pedreira de Itaboraí.

O Incor Esporte Clube era uma agremiação que nas horas de descanso seria a continuação do clima sadio que desfrutavam como funcionários da Companhia. Somente em outubro de 1944, o clube passaria a ter o nome atual. Mas, em sete anos de história, o Incor Esporte Clube deu muito que falar.

Em 8 de agosto de 1937 foram escolhidas uma Junta Governativa para organizar e dirigir o Incor e uma Comissão encarregada de elabora os Estatutos e o Regimento Interno. Da junta faziam parte:

Gaspar Domingues da Venda (Presidente), Isaltino Pereira (Secretário), Sylvio Pereira de Almeida (Tesoureiro).
Estavam na reunião ainda, Aquilino Pereira, Altino Ormond, Antônio Joaquim de Almeida, Daniel Mesquita, Alberto Antunes, e o Presidente do Sindicato, Ibrantino Cobian.Após a reunião com a definição dos objetivos iniciais todas essas pessoas trabalharam duro e pesado para criar um alicerce sólido e construir o Clube Esportivo Mauá.

Segundo testemunho de alguns membros dessa diretoria entre eles o Gaspar Ribeiro, Dante da Cunha entre outros, esse período foi de muito trabalho e sacrifício. A Companhia ainda não percebera a importância do empreendimento e se recusava a prestar um auxílio financeiro, cedeu apenas um mastro e duas balizas.
Como o Clube ainda não tinha cede própria, as reuniões dos sócios eram na casa de Atanolpa Leite de Castro um dos melhores jogadores que tivemos.

Mas o Incor não foi dado à toa. O cimento tinha que endurecer rápido e graças à perseverança e espírito associativo da primeira geração de mauaenses, o clube ganhou sua primeira casa de direito e de fato, na Rua Doutor Nilo Peçanha, bem pertinho da garagem da Viação Mauá, o campo de futebol ficava na antiga fazenda dos Arcos, onde hoje é a Avenida Dezoito do Forte.

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O Ex-presidente Dante da Cunha Ribeiro costuma dizer, com toda razão que não é possível contar a história e a pré-história do Mauá sem voltar ao ano de 1935, na ocasião, outro grupo de empregados da Companhia Nacional de Cimento Portland se reunira, mas para fundar o Sindicato da Indústria de Cimento (mais tarde, “do Cimento, Cal e Gesso”, por determinação do Ministério do Trabalho), além do próprio Dante, Ibrantino Cobian, Antônio Santa, Charles Wilson Matthews, Horácio Tavares Pinto, João Fortuniy, Paulo de Souza e muitos outros companheiros.

Dante conta como era viver naquele clima pesado, já que o Governa da época fechará inúmeras entidades de trabalhadores sob a suspeita de estarem propagando o comunismo.

Danta: “As reuniões dos Sindicatos que escaparam a essas medidas eram presenciadas por autoridades policiais e do Ministério do Trabalho designada pelos órgãos que fiscalizavam o movimento comunista”. O nosso Sindicato não escapou dessa fiscalização e, numa ocasião o nosso Presidente Simplício Estrela Ferreira Dias e o Tesoureiro Ibrantino Cobian (depois seria presidente do Sindicato) foram detidos, pois sobre ele pesavam alegações de que eram simpatizantes ou mesmo atuantes do aludido movimento. Como Secretário que era felizmente não passei tais vexames e consegui, junto às autoridades, livrar os dois companheiros detidos”.

Quando o cimento Incor saiu de produção, o Incor Esporte Clube ia pelo mesmo caminho, pois o apelo da diretoria não era ouvido pela CNCP. Assim aconteceu a primeira eleição, o bom senso recomendava que fossem escolhidos homens de confiança da empresa, e foi assim, formando um chapa única liderada por Júlio Korody, encarregado de produção da fábrica e pessoa muito ligada a Fred Charles Schieber, superintendente da Companhia nacional de Cimento Portalnt, que os mauaense acharam que resolveria os problemas financeiro do clube.

Nenhuns dos problemas foram solucionados, e Júlio Korody foi destituído do cargo, assumindo seu vice, Otávio Correia dos Santos, que ficou pouco tempo também, com isso o Incor quase fechou as suas portas, assumindo os sócios que não tinham qualquer relação com a indústria.














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